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Gestão por competência - pt8

4        METODOLOGIAS DE IMPLANTAÇÃO DA GESTÃO POR COMPETÊNCIAS

4.1 FUNDAMENTAÇÃO

 Para se implantar uma metodologia de gestão por competência, a concepção do sistema, deve ser coletiva, ou seja, é um processo que necessita do envolvimento de toda a organização, partindo da direção e compartilhado por todos os colaboradores.

Algumas organizações implantam Gestão por Competências em apenas algumas funções, geralmente do nível de gerência para cima, ou ás vezes em apenas um setor. Embora esta forma de implantação ainda seja a grande realidade no mercado brasileiro, em seu livro “Aplicação Pratica de Gestão de Pessoas por Competências”, Leme (2008a, p.25) afirma ser possível implantar em toda a organização e em todas as suas funções, até mesmo as mais simples, independentes do tamanho ou do número de funcionários e, ainda com recursos financeiros acessíveis.
Gestão por Competências deve ser um processo participativo onde todos devem colaborar e se envolver. Esse envolvimento é importante porque as alterações propostas para o sistema de gestão de pessoas implicam revisões na forma de valorizá-las, de repensar suas trajetórias e critérios para movimentação, gerando alterações nos padrões culturais e políticos da organização.
A metodologia se tornará efetiva na medida em que atender ás necessidades e expectativas tanto da empresa quanto das pessoas envolvidas.
Como essas necessidades são dinâmicas, o sistema deve ajustar-se continuamente, o que, em resumo, significa que um Sistema de Gestão por Competências é sempre pensado para atender as necessidades percebidas pela empresa e pelas pessoas que com ela mantêm relação de trabalho. 
A concepção deste Sistema e sua posterior implantação representam uma proposta de transformação, por abranger critérios de valorização de pessoas, seu posicionamento na estrutura de poder, padrões de mobilidade entre carreiras, acesso a condições concretas de desenvolvimento e reconhecimento profissional.
  
4.2 PROCESSOS DE GESTÃO E TRANSFORMAÇÃO ORGANIZACIONAL
Segundo Fischer apud Dutra (2008, p.90), propostas de alterações, em políticas e praticas de gestão, que visem simplesmente a maior eficiência, podendo ser efetuadas no âmbito das áreas ou pelos profissionais responsáveis por gestão de pessoas e, posteriormente apresentado a organização.
Qualquer alteração, porém, necessita ser previamente negociada e exige a adesão da estrutura de poder real da organização. O quadro 3 (abaixo) representa uma abordagem desenvolvida, onde leva-se em conta as preocupações metodológicas em intervenções que venham gerar mudança e transformação na cultura organizacional.

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